terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Eu quero me salvar.
Há gritos indescritíveis em mim, que me habitam e me salvam da mais imensa solidão. As palavras, nesta pausa, deixam de ser poesia e ritmo e se restringem a apenas desabafos.Elas se fecham e sufocam. Formam quadriláteros perfeitos, da mais pura agonia. Impossível não fixar o olhos em algum ponto indeterminado, erguer a cabeça e demostrar uma força que não tem, tentando, em um ultimo grito, se salvar.Será que terei que aceitar a viver assim para sempre? Me salvando de mim mesma, e não ganhando nada mais que migalhas? Há a necessidade de sinceridade, de algo real. Na janela, o chá perde o aroma e o seu tom. Sentada na varanda, com o charuto habitual, é possível se ouvir o som no qual o verso repete, na voz rouca de Maysa : "não devo me importar com a opinião de quem nada sabe... ". Naquele momento não houve sons de violino e nem dor. O coração diminuiu a sua pulsação, e a vida escapou entre as mãos. O vermelho vida, se ofusca, lembrando que ela é breve.A morte só é o espaço para que se torne possível (re)nascer.
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Lindo, mas tão triste, você não merece isso, não precisa salvar a si mesma, as forças acabam, deixe que os outros te salvem e que te ergam aos céus, em cada um de nós mora a esperança e as asas que precisamos para mudar o mundo, tome minha mão e use ela como asas, porque a sua esperança é bem mais forte que a minha...
ResponderExcluirEsse post foi perfeito.
Agradeço os comentários carinhosos que você tece em meus textos, eles me empurram, e me salvam de um labirinto bem maior do que estaria ameaçada de entrar. Agradeço também, toda essa força, que mesmo quando distante, você me faz sentir. Quanto ao triste, deixo apenas um versinho de Cecilia Meireles:"Eu canto porque o instante existe, e a minha vida está completa.Não sou alegre, nem sou triste: Sou poeta"
ResponderExcluirBelas palavras. Belos suspiros. Belos momentos.
ResponderExcluirei se precisar entrar no labirinto é só falar que arranjamos asas pra você voar e sair dele!
ResponderExcluirMesmo assim esse verso continua sendo triste, não ser uma coisa nem outra acaba como não sendo nada, não tem a ver comigo ou como eu vejo o mundo, acho que todos deveriam ter alguma cor, alguma coisa, sei lá, deixa as coisas mas interessantes... mesmo assim você é uma poeta e não precisa amar, tem amor próprio, sempre gostei do cazuza, posso não ter entendido a letra que ele fez nem o que ele queria dizer, mas gosto de pensar assim =D
Hey só uma última coisa:
"Pra que buscar o paraíso
Se até o poeta fecha o livro
Sente o perfume de uma flor no lixo
E fuxica"