segunda-feira, 9 de setembro de 2013
Fim
Não sei se falta muito ou pouco para terminar esse ano, minha percepção é falha em tantas coisas. Eu decreto o fim, em mim. Já é férias. Foram nove meses. Pintei o cabelo 10 vezes, e ainda não chegou no tom de preto que procuro. Ou no tom de azul. Talvez eu mude para o vermelho. Foi embora uma promessa de amor eterno, que decretou sua despedida junto com os ventos do inverno. Algumas viagens para o Sul - Voltei a Porto Alegre, a Ponta Grossa, a Curitiba. Espero ainda ir a Floripa. Só aguardo o Sol voltar com toda a força. Rio de Janeiro, continua lindo e aconchegante para mim. Meu pai ainda fica bobo com toda aquela beleza. No triângulo mineiro, eu me engordei em Uberaba e Uberlândia. Estive aflita lá também. Foi um pneu furado no meio da madrugada em estrada desconhecida. Preocupei amigos, talvez juntei um casal. Duas crianças estão para chegar aos meus mimos. O da Thayna nasce em Novembro, o da Dany em Outubro. Pensei em ter filhos durante esse ano. Talvez eu precise começar a fazer planos. Foi um aniversário longe da família. Recebi um telefonema do Cego que me fez chorar muito. Ah, lembrei! Eles também me trouxeram um bolo, assim que voltei para casa. Um perfume caro. Ao todo, três poemas e um disco do Chico. Sonharam comigo, esse ano. Pelo menos me disseram que sonharam. Perdi cinco quilos. Ouvi que estava horrível. Ganhei três. Há cinco meses estou sem calmantes e incrivelmente tenho dormido bem. Até agora nenhum porre grande. Sinto-me leve com isso. De uma caixinha, hoje fumo dois cigarros por dia. Meu pai enrolou inúmeros cigarros para me enviar. Brigas incontáveis com o irmão, e a descoberta de que ele é meu Éden. Quis uma menina para chamar de Maya. Quis me chamar Maya. Uns vinte livros, e muitos querem ser terminados e me esperam sobre minha escrivaninha. Tentei respeitar horários, equilibrar a alimentação e os sentimentos, esse ano, mas nada funcionou. Fui mais abstrata que o normal - talvez, assim, fui também mais verdadeira. Minha carta de moto está para chegar. Meu pai ainda fica com muito medo ao andar de carro comigo. Algumas marchas erradas e quase um câmbio foi embora. Me sinto muito feliz ao lado do meu pai - Hoje vejo que tenho muito mais dele em mim do que pensava há algum tempo. Três músicos entraram para minha lista de mais ouvidos, dentre eles Tim Maia, que me lembra um amor bem antigo. Dois shows do Tibério, e continuo muito apaixonada por ele. Gosto de pessoas que cantam com os pés no chão. Minha prima apresentou a namorada para família - senti muito orgulho dela. Ainda quero ler Gabo com alguém. Paraty e o festival literário. Alguns amigos de bem longe entraram no meu barco. Muitos já pularam fora. Alguns licores que viajaram e tentaram levar com eles minhas boas energias. Mais Yoga, esse ano. Mais incenso. Mais calma. Estou, aos poucos, me equilibrando. Alguns conhecidos publicaram livros ótimos, e torci para cada um deles. Quis me mudar para Bahia, para Recife e ficar no Rio. Duvidas sobre o curso ( e o da minha vida, também) : Incontáveis. Emprego novo, emprego velho. Gabriela nova, Gabriela velha. Quis muito ser a Gabriela de Amado. 13 poemas novos na ponta da língua. Sei declama-los de olhos fechados. Algumas aulas. Cordas novas para minha guitarra velha. Amplificador estragado. Flavio acabou com a banda. Promessas de lentes novas, ainda não cumpridas. Esperando um Sarau. Esse ano, me apaixonei ainda mais por poemas cantados. Musiquei alguns de Cecília. Plath e um mar de solidão - Estudei sobre a temática do suicídio em alguns poetas. Ryan se machucou duas vezes. Renan disse que sou uma ótima prima. Que sou boazinha. Marcos arrumou uma namorada nova - Gostei dela. Não espero nada dos próximos meses. Deixo-me partir, agora.
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